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   Dança para Terceira Idade na Vila Cordeiro.

Prezados moradores e prezadas moradoras da Vila Cordeiro, Brooklin e arredores,

Com enorme prazer que venho convidá-los e convidá-las a participar da ESTRÉIA DAS AULAS DE DANÇA CIRCULAR PARA TERCEIRA IDADE. Acompanhantes são bem vindos!

Onde? No espaço de convívio/auditório do Hospital Premier. End: Avenida Jurubatuba 481, Vila Cordeiro.

Quando? Quinta-feira 29/09/2011, às 8h30.

Com a focalizadora Christina Campos.

   Defenda São Paulo - 3º Encontro para Discussão de Temas Urbanos.

"Sustentabilidade e Planejamento! Planejar o futuro da Cidade de São Paulo garantindo sua sustentabilidade ambiental, urbana, econômica e social."

O Movimento Defenda São Paulo tem a honra de convidar as entidades e toda comunidade interessada para participarem do 3º Encontro para Discussão de Temas Urbanos com a presença do Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem,que apresentará o projeto "Plano SP2040", contratado pela Prefeitura Municipal de São Paulo e elaborado pela Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo - FUSP.

O encontro será realizado no dia 06 de outubro de 2011, às 19h00.

Local: Auditório do Instituto Biológico

Endereço: Rua Conselheiro Rodrigues Alves, 1.252 - Vila Mariana - São Paulo

A Prefeitura de São Paulo vem ao Movimento Defenda São Paulo apresentar esse projeto e consultar as entidades e a cidadania sobre o modelo de cidade para 2040 que está sendo elaborado, na desejada mudança de comportamento para as práticas promovidas pela administração pública no planejamento urbano.

De nossa parte, a viabilidade do futuro da Cidade de São Paulo e sua sustentabilidade - ambiental, urbana, econômica e social - passa necessariamente pelo comprometimento das diversas esferas de Governo, dos grupos sociais e dos setores econômicos que nela atuam, para a discussão, elaboração e aplicação de políticas públicas para o planejamento urbano de médio e longo prazos, bem como pelo estabelecimento de mecanismos de avaliação contínua e mensuração de seus resultados, garantindo a transparência, o direito à informação e a gestão participativa das entidades e dos grupos sociais.

Contamos com sua presença!

   EDITAL - Audiência Pública - Av Roberto Marinho.

O Secretário do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo, Presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - CADES convida para a Audiência Pública, com o objetivo de discutir questões relacionadas a Lei Municipal nº 15.416/11 que alterou a Lei Municipal nº 13.260/01 que instituiu a Operação Urbana Consorciada Água Espraiada, com foco nos Projetos da Avenida Jornalista Roberto Marinho e da Avenida Chucri Zaidan.

Data: 13 de outubro de 2011.

Horário: 18:00 horas.

Local: Centro de Exposições Imigrantes.

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 - São Paulo - SP.

Informações, no CADES, à Rua do Paraíso, 387, 7º andar, telefones 3396-3309 / 3396-3315.

   Na maior obra de Kassab, túnel de 04km, parque e remoção de favelas.

Bruno Paes Manso Fonte Estadão 22/06.

A abertura do túnel mais extenso de São Paulo - que ligará a Avenida Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes -, a remoção de moradores e a construção de novas casas para cerca de 30 mil pessoas serão feitas simultaneamente à criação de um dos maiores parques da cidade. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) prepara para colocar no mercado no segundo semestre a licitação para a principal obra de sua gestão, um pacote estimado em R$ 2,2 bilhões.

A fase de pré-qualificação já foi encerrada e o projeto básico, obtido pelo Estado, de autoria do arquiteto Paulo Bastos, está pronto. A Prefeitura vai finalizar o projeto executivo antes de colocar a licitação na praça, dividida em quatro lotes por causa de sua dimensão e complexidade.

Inserida na área da operação urbana Águas Espraiadas, na zona sul, a Prefeitura pretende financiar as obras por meio dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos municipais vendidos à iniciativa privada para que ela construa acima da metragem mínima permitida pela lei de zoneamento.

Desde que esse instrumento urbanístico foi criado, é a primeira vez que a Prefeitura vai usá-lo para requalificar uma ampla área de São Paulo. As principais obras financiadas pela venda de Cepacs até hoje foram os dois túneis que passam sob a Avenida Faria Lima (Max Feffer e Fernando Vieira de Mello) e a Ponte Octavio Frias de Oliveira, a estaiada, que custaram cerca de R$ 650 milhões.

"O projeto desta vez não está voltado para carros e motoristas, mas para a requalificação de uma região importante da cidade, que hoje se encontra degradada", explica o arquiteto Paulo Bastos. "A transformação da área, ao mesmo tempo, vai atrair o interesse do mercado imobiliário e permitir o financiamento do projeto por meio de recursos privados."

A obra está divida em três frentes principais. Na frente viária, os estudos para apontar o trajeto do túnel estão em fase final. Desenvolvido pela Secretaria Estadual dos Transportes, falta ainda definir exatamente onde será a entrada e a saída da obra, que terá uma extensão de 4,2 a 4,8 quilômetros.

As outras duas frentes estarão voltadas às questões habitacionais e urbanísticas. O túnel vai passar embaixo de uma região onde existem 14 favelas, cuja população será removida. A construção de apartamentos para os moradores e o trabalho de remoção já vêm sendo coordenados pela Secretaria Municipal de Habitação (Sehab).

Finalmente, na terceira frente, será feita a construção do parque em uma área estimada em 1,3 milhão de m². Nos lotes a serem licitados, divididos em quatro áreas ao longo da extensão do projeto, cada grupo vencedor terá de se encarregar da construção do túnel, do parque e de parte das moradias para realocar a população. "Isso permite que as equipes de cada um dos grupos possam trabalhar simultaneamente em um mesmo prazo. Isso agilizaria a obra", explica o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), Marcelo Cardinale Branco.

Remoção:

Nas 14 favelas que hoje ocupam a região, localizada entre os bairros do Jabaquara, Brooklin e Vila Mascote, vivem pouco mais de 8 mil famílias que passaram a adensar o local a partir dos anos 1980. Esse complexo de moradias vai ser removido para dar lugar ao novo parque sobre o túnel que leva à Imigrantes, ocupando um área semelhante à do Parque do Ibirapuera, ao longo de 4,5 quilômetros de extensão. A remoção e realocação das famílias é considerada a parte mais trabalhosa e tensa do projeto. Os cadastros da Sehab e da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) vão ser usados para evitar que haja novas invasões de moradores em busca dos benefícios que o projeto possa proporcionar.

A previsão da Superintendência de Habitação Popular, que vem coordenando o projeto, é que cerca de 30% dos moradores permaneçam no perímetro da operação urbana Águas Espraiadas, em áreas destinadas a habitações de interesse popular. Na licitação, cada empresa, além de fazer o túnel e o parque, deve ficar responsável pela construção de cerca de 750 apartamentos em cada um dos quatro lotes. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano e a Cohab ficarão encarregadas da moradia dos demais habitantes. "Já estamos em busca dos terrenos onde vão ser construídos os apartamentos", diz a arquiteta Elizabete França, superintendente de Habitação Popular da Sehab.

Fundo de Vale:

Localizada em uma região de fundo de vale, para onde correm as águas das chuvas que causam cheias constantes na área, com o novo parque a ideia é contribuir para a permeabilização da região. "O projeto do túnel permite que uma ampla área verde ocupe um espaço que não pode ser adensado", explica o secretário Marcelo Cardinale Branco.

Lagos feitos a partir do represamento do córrego Águas Espraiadas devem ajudar a aumentar a capacidade da região para receber as águas. O arquiteto Paulo Bastos afirma que redes coletoras de esgoto podem fazer com que o córrego tenha águas limpas. "A intenção é fazer um projeto que sirva também como modelo ambiental a ser replicado", afirma Bastos.

O prazo para a finalização das obras vai depender do interesse do mercado na compra dos Cepacs. A Siurb avalia que, com dinheiro em caixa, seria possível executar tudo em pouco mais de três anos. Existem cerca de R$ 400 milhões em caixa das últimas vendas dos títulos municipais em leilões.

Para completar a verba, a Prefeitura precisaria vender 2,5 milhões de Cepacs, a um valor estimado de R$ 600 cada um. Cada Cepac permite ao comprador construir 1 m² adicional ao mínimo permitido pela lei de zoneamento.

   Câmara de SP aprova lei que muda traçado do túnel da Imigrantes.

Projeto modifica lei que instituiu a Operação Água Espraiada, na Zona Sul. Extensão de túnel passa de 400 metros para 2,3 km.

Roney Domingos Do G1 SP

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta segunda-feira (4), em segunda votação, por 39 votos a 15, o substitutivo ao projeto de lei 25/2011, que modifica parcialmente as obras previstas na lei 13.260, de 2001, que instituiu a Operação Urbana Água Espraiada. O novo traçado prevê um túnel de interligação com a Imigrantes de 2,3 km, enquanto a lei aprovada em 2001 previa um túnel de apenas 400 metros.

A mudança ocorreu para adequar o texto legal à nova extensão do túnel que ligará a Avenida Jornalista Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes. Na primeira votação, em 21 de junho, foram 39 votos a favor, 11 contra e duas abstenções. O projeto que retifica a operação urbana precisa agora ser sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab.

Moradores dos bairros que serão potencialmente atingidos pelo projeto protestaram contra os vereadores. O texto estabelece que os imóveis atingidos pelos melhoramentos aprovados e pelas obras complementares necessárias serão declarados de utilidade pública para efeito de desapropriação. Além de modificar a extensão do túnel, o projeto prevê ou regulariza outras alterações viárias no Itaim Bibi, Campo Belo, Jabaquara e Santo Amaro.

Itaim Bibi, Campo Belo e Jabaquara

O projeto aprovado insere na Operação Urbana Água Espraiada a execução de via expressa subterrânea em túnel, promovendo a ligação da atual Avenida Jornalista Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes, a partir das proximidades da Avenida Pedro Bueno. Além do túnel, estabelece outras mudanças nos bairros do Itaim Bibi, Campo Belo e Jabaquara, entre elas, a abertura de vias ao longo do córrego Água Espraiada, desde a Avenida Lino de Moraes Leme até as proximidades da Rua Leno, consistindo em uma via parque, com duas vias laterais.

Outra mudança é a abertura de duas vias laterais de distribuição de tráfego local, desde a Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini até a Avenida Washington Luís, ao longo da Avenida Jornalista Roberto Marinho. A lei também autoriza obras de passagem em cinco cruzamentos: Rua Guaraiúva / Rua Miguel Sutil; Rua Nova Iorque / Rua Pascoal Paes; Avenida Santo Amaro; Avenida Pedro Bueno e Avenida Engenheiro George Corbisier.

Santo Amaro

Em relação ao distrito de Santo Amaro, o projeto prevê ou regulariza o prolongamento da Avenida Doutor Chucri Zaidan até a Rua da Paz; alargamento da Rua José Guerra, entre as Ruas da Paz e Fernandes, alargamento das Ruas José Guerra e Professor Manoelito de Ornelas, entre a Rua Fernandes Moreira e a Av. Alfredo Egídio de Souza Aranha; alargamento da Rua Luís Seraphico Jr., desde a Praça Embaixador Ciro de Freitas Vale até a Av. Prof. Alceu Maynard Araújo; abertura de via entre a Av. Prof. Alceu Maynard Araújo e a Rua Ferreira do Alentejo; alargamento da Rua Laguna, desde a Rua Ferreira do Alentejo até a Av. João Dias; execução de via subterrânea em túnel sob a Rua José Guerra, no trecho entre as proximidades das Ruas Antonio das Chagas e Dr. Aramis Ataide; execução de ponte entre as Pontes do Morumbi e João Dias e ligação viária até o prolongamento da Av. Dr. Chucri Zaidan.

Desapropriações

De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o projeto envolve 8.194 domicílios, onde vivem 28 mil pessoas. Destes, 7.090 domicílios e 24 mil pessoas estão em 12 favelas: Alba, Americanópolis, Babilônia, Beira Rio, Fonte São Bento, Guian Corruias, Henrique Mindlin, Muzambinho, Rocinha Paulistana, Taquaritiba, Imigrantes I e Vietnã. O projeto também afeta 1.104 domicílios formais, envolvendo outras 4 mil pessoas.

Segundo o Estudo de Impacto Ambiental, o prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho começará junto à Avenida Doutor Lino de Moraes Leme e percorrerá cerca de 750 metros por duas pistas a céu aberto até chegar aos túneis, localizados na Rua Wilson Pereira de Almeida.

Os túneis medirão aproximadamente 2.350 metros de comprimento cada um, incluindo o desemboque, e vão transpor a Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira, onde seguirão novamente a céu aberto, com acessos à Rodovia dos Imigrantes. Segundo os moradores, pelo desenho anterior, o túnel começaria em frente à favela da Rocinha Paulistana, na Zona Sul de São Paulo, e desembocaria no Jardim Lourdes, atrás do Centro de Educação Unificada Caminho do Mar. Pela nova proposta, o traçado entra em ruas dos bairros Jardim Aeroporto, Cidade Leonor, Vila do Encontro, Cidade Vargas e Vila Fachini.

   São Paulo, uma cidade tranquila para viver?

Jornal da USP - Leila Kiyomura

USP e prefeitura assinam contrato para desenvolvimento do Programa SP 2040, plano de longo prazo que almeja uma capital mais equilibrada, mais justa e menos caótica.

A garantia de um futuro sem enchentes e trânsito caótico, com áreas verdes, oportunidades de trabalho e moradia para todos é a expectativa do Projeto SP 2040, o primeiro planejamento a longo prazo dos 457 anos de vida de São Paulo. Elaborado em conjunto pela prefeitura e a USP, o plano de metas reúne especialistas de diversas áreas que vão priorizar cinco grandes eixos: oportunidade de negócios, desenvolvimento econômico sustentável, mobilidade e acessibilidade, equilíbrio social e melhoria ambiental.

O desafio começou em janeiro, mês em que São Paulo comemorou 457 anos. A USP e a prefeitura começam a projetar e delinear os primeiros desenhos de uma cidade com qualidade de vida. Ou seja, a São Paulo do futuro imaginada pelo projeto, com áreas verdes e praças onde as famílias poderão passear e praticar esportes sem sobressaltos pode parecer uma utopia diante dos dramas que a cidade enfrenta há décadas, como as inundações ou o déficit habitacional. Porém, a expectativa do Projeto SP 2040, que vai direcionar a cidade ao longo de três décadas, tem referências positivas.



"Esse programa foi baseado em experiências internacionais de metrópoles como Nova York, Paris, Tóquio, Chicago, Londres e Hong Kong", explica o coordenador do projeto na USP, James Wright. "E todas essas cidades desenvolvem planos a longo prazo. Trinta anos pode parecer muito tempo, mas quando pensamos em uma reorientação da cidade é um prazo relativamente curto para obter resultados." Wright afirma que o projeto que mais se aproxima da proposta foi o desenvolvido por Faria Lima, prefeito de São Paulo entre 1965 e 69, que dizia que a cada ano crescia na capital uma nova Brasília; a cada dois, uma nova Curitiba; e a cada três, uma nova Porto Alegre. Quatro décadas depois, o SP 2040 propõe um planejamento com uma visão multidisciplinar integrada. "A USP vai reunir arquitetos, urbanistas, engenheiros, físicos e economistas de diversas áreas da USP e também consultores de outras universidades das principais metrópoles do mundo", diz Wright.

A expectativa de Miguel Luiz Bucalem, secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e professor da Escola Politécnica da USP, é a de que os paulistanos possam participar, discutindo o seu futuro. "Esse projeto é da cidade e vai seguir em frente por diversas gestões. Durante o período de serviços prestados, a prefeitura pagará à Universidade R$ 2,97 milhões", diz. O secretário explica que a primeira etapa do projeto conta com a Fundação de Apoio à USP (Fusp), e o seu objetivo é desenvolver uma visão estratégica e proposições em nível preliminar.

Qualidade - Na avaliação do prefeito Gilberto Kassab, o ponto mais importante do SP 2040 é o foco na qualidade de vida, priorizando os investimentos na educação e na saúde. "No momento em que atingirmos qualidade no ensino e na saúde, a população também estará mais capacitada para contribuir com o desenvolvimento da cidade", considera.

O coordenador James Wright observa que sua equipe vem analisando as cinco grandes áreas do projeto no Programa de Estudos do Futuro, implantado há 30 anos na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP pelo Professor Emérito Ruy Leme. "Atuo na coordenação desse programa, que já auxiliou no desenvolvimento de diversos projetos importantes, como o planejamento do Pró-Alcool e a fundação de 40 centros de pesquisa da Embrapa, entre outros", explica. "O objetivo é auxiliar empresas e instituições públicas a aprimorar seus processos de planejamento e gestão estratégica, para que possam lidar com as transformações do ambiente, aproveitando as oportunidades para construir o futuro desejado."



É essa experiência, aliada à formação de engenheiro, administrador, professor da FEA e, mais importante, ao fato de ser paulistano da tradicional Vila Mariana, que James Wright vai aplicar na coordenação do programa. "O Projeto São Paulo 2040 visa uma cidade humana que integre lazer, trabalho, esporte, cultura e vida social", afirma. Wright acredita no engajamento dos pesquisadores, professores e cientistas da Universidade no planejamento e construção da cidade. "A FEA, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), o Instituto de Física (IF) e a Escola Politécnica já estão mobilizadas nesse projeto. Mas todas as outras unidades da USP e também especialistas de universidades do Brasil e do exterior vão participar." Uma mobilização que, segundo o coordenador, vai direcionar o futuro da cidade através de um planejamento urbano multidisciplinar que irá contar também com a participação especial dos paulistanos ou daqueles que elegeram São Paulo para morar e trabalhar. Para viver.

Sustentabilidade - Independentemente do novo programa em parceria com a prefeitura, já há tempo os docentes da USP já vêm se mobilizando e trabalhando por um futuro melhor para São Paulo. Há professores que homenageiam a cidade com ciência e poesia, como o zoólogo e sambista Paulo Vanzolini, e há aqueles que, além de ensinar e formar novos artistas, deixam a cidade mais humana com a sua sensibilidade, como os pintores Claudio Tozzi e Maria Bonomi.



Entre os centros da Universidade que agregam estudantes e professores que sem empenham em refletir a cidade na organização de seminários internacionais e no desenvolvimento de projetos está o Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo (Nutau), fundado há 16 anos e ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. "Nossas pesquisas se caracterizam por um elevado nível conceitual e metodológico e focalizam a realidade arquitetônica e urbanística do País", explica o coordenador, Bruno Padovano, também professor da FAU. "No momento, o principal tema em torno do qual estão concentradas as pesquisas é o da sustentabilidade das edificações e das áreas urbanizadas".

Padovano acredita que a experiência e as pesquisas do Nutau podem colaborar muito com o planejamento da cidade. "Num mundo em rápidas transformações como o nosso, no qual as mudanças climáticas poderão vir a ter impactos de grande magnitude nas próximas décadas, qualquer prognóstico sobre o futuro da megacidade de São Paulo, mesmo que próximo, pode facilmente ser negado pela realidade", alerta. "No entanto, assumindo o risco desses pronunciamentos, diria que é provável que São Paulo venha a ver seus índices de qualidade de vida bastante melhorados, e até se aproximar ao conceito de 'megacidade sustentável', nos próximos 30 anos, se a baixa taxa de fertilidade entre mulheres brasileiras for mantida, se os fluxos migratórios forem sustados e até invertidos e se o crescimento econômico for mantido no nível atual."

Mobilidade - Padovano afirma que um eficiente sistema de transporte coletivo é uma das premissas fundamentais. O professor defende um sistema integrado de transportes urbanos que pode ser alcançado nos próximos 20 anos. "Esse sistema pode permitir uma melhora considerável nos deslocamentos diários da população. Hoje são aproximadamente 40 milhões de viagens na região Metropolitana, das quais um terço realizados por meio de veículos particulares, um terço a pé e apenas um terço pelo transporte público. O transporte público tem que voltar a ter um papel significativo na mobilidade, após décadas de perda constante de passageiros para o transporte individual."



Segundo Padovano, é bem provável que o pedágio urbano se torne realidade na capital, como acontece em algumas metrópoles do exterior, incentivando a população a utilizar o transporte coletivo. "Devemos esperar, nas próximas três décadas, uma forte migração dos motores de automóveis movidos a combustão para os elétricos e até para veículos autoguiados, com drástica redução de acidentes e mortes provocados por erro humano, fora a redução de emissões de CO2 e outros gases.

O professor acredita que o Plano de Microdrenagem, se finalizadas suas ações até 2040, permite prever uma cidade livre das inundações com a construção de piscinões e parques lineares com lagos de retenção, além de medidas como pisos drenantes em calçadas e cisternas em edifícios. "O plantio de milhões de árvores no período de três décadas e a adoção de telhados verdes poderá ajudar no combate das ilhas de calor, com uma cidade mais fresca e arejada até lá.

Progressos bastante significativos devem ser alcançados também na questão do lixo, transformado em eletricidade em usinas de biogás."

Bruno Padovano ressalta a importância do saneamento. "É importante priorizar o tratamento geral dos esgotos, a distribuição subterrâneas das redes elétricas e telefônicas nas ruas de uso mais movimentado, a adequação de passeios às normas da acessibilidade universal, com rede extensa de ciclovias. Além disso, é preciso haver avanço na habitação de interesse social casada com o transporte de massa e o repovoamento da área central, além de incentivos à criação de empregos nas regiões periféricas e regularização fundiária, com exceção das áreas de risco, com a realocação das populações ameaçadas."



Padovano considera essencial a participação das universidades - especialmente das públicas, como a USP - nesses processos, criando-se a oferta de aconselhamento e participação de pesquisadores, docentes e discentes nas ações do Estado e do município. "É o caso da equipe de pesquisadores do Nutau, envolvida em trabalhos de grande importância para a megacidade de São Paulo, como o sistema de comunicação visual para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e um extenso parque linear em Perus, que inclui a criação de barragens e lagos para a contenção das águas pluviais", exemplifica.

Luta contra a poluição visual

O projeto "Cidade Limpa", implantado pela prefeitura em março de 2007, tem como precursor o programa de despoluição visual da avenida Angélica, realizado e implementado em 2001 e 2002 por alunos e professores da FAU. O organizador desse programa foi Issao Minami, coordenador técnico e científico do Laboratório da Imagem da Comunicação Visual Urbana (Labim) da unidade. "Nós conseguimos mobilizar os comerciantes para retirar placas e despoluir todo o visual da avenida. Isso foi uma vitória. A experiência do Projeto Cidade Limpa nos mostra a importância de uma campanha de caráter permanente na manutenção da paisagem e do espaço público e do dito semipúblico limpos", observa. "A gradativa mudança comportamental é fundamental e necessária para tal ocorrência."

Issao considera importante no planejamento urbano priorizar a comunicação visual, repensando a cultura urbana. "Creio que essa cultura deveria estar cada vez mais comprometida com ações e pensamentos artísticos contemporâneos", defende. "A cidade não aguenta mais a falta de estética e de ética. O espaço público não é terra de ninguém"



Na avaliação de Bruno Giovannetti, fotógrafo, doutorando e pesquisador do Nutau e do Labim, a cidade do futuro tem que começar já, com a atenção da prefeitura para a arte pública da cidade e com a mudança do comportamento dos paulistanos. "Uma cidade do futuro se faz com arte e especialmente com o respeito à memória histórica e artística", salienta.

Giovannetti, autor da pesquisa e do livro Arquitetura Italiana em São Paulo, não se conforma com o estado atual das esculturas que estão pelos parques e espaços públicos da cidade. "A estátua Anhanguera, de Luigi Brizzolara, em frente ao Parque Trianon, serve como apoio para as pessoas amarrarem o cadarço do sapato ou acomodarem os apetrechos dos donos das barracas da feira de domingo na avenida Paulista. Está sendo destruída sem nenhuma providência", alerta.

"As placas e bustos de bronze estão sendo quase todos roubados. Como se pode derreter a cultura deste jeito? O Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret, também vive o drama da falta de respeito e educação tanto do poder público como da população. Esta obra, símbolo da cidade, vem servindo como tobogã de crianças e adultos", lamenta o pesquisador. "Todos sobem na escultura e não percebem o prejuízo. Será que essa e outras obras vão estar de pé nos próximos 30 anos? Como será o futuro da cidade sem esse documento de sua história?"

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